"Eu aprendi que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo" SHAKESPEARE Não existe mais tempo para considerarmos explicações que por anos levaram-nos a crer que somos todos iguais perante aos homens e perante a Criação. No que confere a Criação, que me permitam uma pronunciação, ao atribuir que; dê à Providencia Divina o que a Ela cabe responder, e dê aos humanos o que é para as leis dos homens resolverem. Existem diferenças bio-psíquica-sócio-educacional-econômica entre pessoas e, quer queiram ou não, por estas vias fazem-se muitas diferenças.
O mundo está dividido entre seres BONS e seres MAUS. Quando olhamos na direção das pessoas boas, classificamo-as como almas benditas, provedoras do bem. Não as classificamos sob nenhum parâmetro que possa dar margem de que a bondade é fruto de um desvio mental salutar, com suas variáveis classificações sentimentalistas. Somente avaliamos aquele ser como sendo bom e, se elevamos um pouco mais a categoria deste bom, 'e para o lado divino, ou seja, aquele 'e um ser iluminado.
No que se refere as pessoas mas, passamos a reivindicar um titulo justificável de doença mental que explique tamanha crueldade. E a pessoa não é simplesmente cruel , ou perversa. Ela passa a ser resultado de uma mente doentia, de uma psicose, e por aí, constrói-se um álibi. A matemática e simples: altos x baixos; magros x gordos; feios x bonitos; homens x mulheres... logo... bons x maus. Aplicando a matemática em lugar dos blá-blá-blás, fazer-se-ia mais justiça , na prática.
Estamos cercados de pessoas mas, que dependendo da sociedade em que vivem, aplicam suas maldades até ao ponto, em alguns casos, de suprema crueldade. Existem crueldades de varias naturezas, aplicadas em várias direções, mas quero direcionar esta crônica para a crueldade voltada às crianças. As vezes são bandidos que atravessam o momento de uma família, destruindo-a ao levar à morte um filho, de forma hedionda.
Quem não se lembra do menino João Helio arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro? Quem não sabe, que a cada 10 h , morre uma criança no Brasil, vitima de estupro ou qualquer outro tipo de violência? E , maior parte das violências provem de um integrante da família da vitima.
A crueldade não mede esforços para se resguardar. A crueldade, depois de feita, o que o agressor manifesta, parecendo ser sentimentos, nada mais é que armação psíquica para convencer a platéia, parecendo ser um inocente. A crueldade encena, pois é maquiavélica.
Recentemente a crueldade abriu um forte desafio contra o sistema das leis brasileiras. Falo do caso da menina Isabella Nardoni, atirada do sexto andar de um prédio em São Paulo, depois de ser esganada, tendo como principais suspeitos o pai (bandido ?) e a madrasta.
As brechas existentes nas leis brasileiras dão margens e oferecem varias saídas de expedientes para que falsas defesas, mesmo quando todas as evidências mostram ao contrário, mas não tendo como provar, o fato vira ficção e cai no ostracismo, levando a crer que o caminho do mal traz recompensas. Se não há espaço para a possibilidade de uma terceira pessoa ter cometido o crime, se não existem impressões digitais de uma terceira pessoa, se o sangue no carro do casal tem as características genéticas da menina, QUAL É A DÚVIDA?
Assusta muito o momento de vida entre nos, chamados humanos. E para onde realmente caminhamos? Se existem suspeitos de um crime hediondo, contra uma criança que não oferece nenhuma ameaça, por que estes suspeitos não são mantidos em cárcere privado até que a verdade prevaleça? - "se eu cometo uma atrocidade e tenho direito de ir para casa deitar em lençóis limpos, comer boa comida, ser convidada a aparecer na mídia para me defender, ter direito de não participar da reconstituição da cena do crime, porque isso pode ser um testemunho contra mim mesma, ter direito a defesa, onde não existem mais nenhum suspeito, por certo, esta melhor pra mim, malfeitor, do que para a infeliz que eu tirei a vida. Confessar pra que ? Vou ter tantas chances outras de resolver minhas possibilidades de livramento, pelas brechas deixadas nas entrelinhas das leis brasileiras, já tão caducas, mas que bom... favorecem meu ser cruel".
Quem não se lembra do caso da menina Taninha, que foi queimada pela amante do pai? Sabem que fim levou? A "Fera da Penha"- codinome da assassina- converteu-se na palavra de Deus, e pregadora, casou-se com um policial do presídio, onde passou os melhores momentos de sua vida (recompensa).
Guilherme de Pádua, o assassino de Daniela Perez - saiu impune da prisão, com ficha limpa, como se nunca tivesse passado pela policia, hoje converte-se e faz pregação, trabalha, casou, construiu família (recompensa). Existem outros casos...
É, Shakespeare... você, ao escrever estas palavras - "do quanto é pacifico ter uma criança adormecida em seus braços" - você as fez para as pessoas boas. Quando as pessoas são cruéis, elas podem até ser do mesmo sangue, quando elas trazem nos braços uma criança adormecida, possivelmente, poderão estar se aprontando para se desfazerem delas. Se chegar ao ponto de crueldades feitas as crianças não terem justiça, então podemos dizer adeus a decência, a ética e ao amor.
A pena de morte, aplicada com o rigor da honestidade e ética, para todos os crimes hediondos, seria uma chave redutora de pessoas maldosas, sejam elas de qualquer classe sócio-econômica.
A hipocrisia impera no judiciário brasileiro pois, não mudam as leis (igrejas são contra, os direitos humanos também, aliás: onde está ele no caso da menina Isabella?). Não concordam com a pena de morte, mas no entanto existe a pena de morte para todas as crianças que morrem, Brasil adentro, de fome, pela violência, pelo abandono, pela falta de sanitarismo, por viverem nas ruas expostas ao tráfico, às orgias da prostituição, ao frio.
Vamos descer do carrossel de futebóis, modelos, playboys e caminhar na direção da evolução e verdadeiro progresso.
A revolta se abre quando olho para um mundo onde os bons e justos pagam pelos maus e injustos. É preciso dar um basta na estupidez humana de olhar o mal com óculos cor-de-rosa, considerando que ele tem que ter chance. Vamos dar chances aos bons para que o bem prevaleça trazendo dias melhores. A índole é uma espécie de estigma ou para o bem ou para o mal. Uma índole é imutável. O que se modifica é a personalidade de uma pessoa, e se ela assim o permitir. "Pau que nasce torto, vive torto e morre torto" - este "pau" é a indole.
Não deveria existir perdão para crimes contra a vida humana. Todos os crimes contra pessoas, que não seja em legitima defesa, deveriam ser inafiançáveis e dependendo do grau de crueldade, haveria de ser pago com a própria vida.
A criança, no seio familiar, lugar que por certo ela se oferece e se entrega em confiança, descanso e ingenuidade, de repente mostra-se como um lugar onde ela será traída, esganada e jogada por uma janela... FALA SÉRIO!! O que será do amanha??
Por certo, pessoas boas indignadas, comovidas com qualquer atrocidade feita ao próximo, mais ainda aos indefesos (idosos, deficientes, crianças...). Já, os maus, por certo consideram que a mentira salva, que justificativas existem para atos atrozes, que os indefesos provocam a ponto de tirarem qualquer um do sério.
Que bom seria, se o caso da menina Isabella fosse "o caso da virada nas leis", para que estas fossem mais justas, rápidas. Que a Lei de Hamurabi pudesse voltar à prática e com isso inibir muitas aberrações, diminuindo suas práticas e, quem sabe, exterminando-as. De uma coisa estejam certos: nenhum assassino quer pagar seu crime com a própria vida, pois ele mata antes que façam isso com ele, já que o que ele vê em sua frente, pela índole que tem, é algo semelhante a um inseto. Por ser um inseto, ele mata. O sentimento não existe e ele não consegue ter avaliação de juízo, amor pureza e beleza. A mente fica embotada. Me dêem motivos para acreditar que este mundo é de meu Deus e não deste deus do mal que está tão espraiado, condenando as nossas crianças a não terem direito às suas vidas.
Carinho procês!
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