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História do Bairro
Enviado por: Webmaster


Breve Histórico


Sergio Miranda

 


BREVE HISTÓRICO A PARTIR DE BONSUCESSO, SEU BERÇO ESPLÊNDIDO

      No livro "História das Ruas do Rio" (Brasil Gerson, Livraria Brasiliana Editora) - que traça um perfil das antigas ruas do Rio de Janeiro, relatando sua história e importância na origem dos vários bairros de nossa cidade, encontramos um breve relato sobre a origem do bairro de Higienópolis.

      Vejam o que relata este historiador sobre nosso bairro, a partir de Bonsucesso, berço esplêndido de onde iniciou-se a expansão de toda a Zona da Leopoldina:

      "(...) Bonsucesso, passagem de Inhaúma para o mar, não tinha a mesma aparência atual, certamente, nem assim se chamava a sua estação da Northern (a Leopoldina moderna), aberta em 1886, mas isto sim, Lopes Ribeiro, e era na Praça Lopes Ribeiro dos nossos dias, no fim da Rua Bonsucesso, que ela estava, muito modesta ainda, e com a Estrada da Penha atravessando seus trilhos em dois lugares em curva suave, sabido que depois ela perderia seu nome tradicional na Zona Leopoldinense para ganhar três novos, pelo menos: Avenida dos Democráticos (afirma-se que, por solicitação do mesmo clube carnavalesco da Rua Riachuelo), Rua Cardoso de Morais (médico e poeta, provavelmente) e Rua Uranos.

      Além da Rua Bonsucesso, nas plantas de 1880, o bairro (ou subúrbio, na linguagem mais usada) dispunha ainda da rua 15 de Novembro, da Dr. Luiz Ferreira, da Dr.Guilherme Frota(outro médico), da Nova Jerusalém, estas vindo do Porto de Inhaúma para a estação, e, paralelas a elas, mas sem ligação com o porto; a Teixeira Ribeiro, a João Torquato (médico também) e a Leonor Mascarenhas (Teixeira Ribeiro era genro de João Torquato, afilhado de Leonor, que tinha sido a última dona do Engenho da Pedra).

      Paralelas ao trem, existiam ainda, e sem incluir a Rua Nova do Engenho (hoje Teixeira de Castro) e a da Penha, a Nova de Bonsucesso (hoje Julio Ribeiro, o romancista), a Dr. Vieira Ferreira, a Regeneração e a Saldanha da Gama, desaparecida com a Av. Brasil. Do outro lado, entre o trem e o morro chamado da Joana Fontoura (uma de suas proprietárias) eram a Dr. Costa Mendes, a Viúva Garcia, a Dr. Miguel Vieira Ferreira e mais nada até as pouquíssimas também de Olaria e da Penha, porque Ramos (a não ser ao longo da Estrada da Penha) ainda não figurava nos mapas do Rio, nem o seu popular Sargento Ferreira havia trazido para os seus habitantes a devoção de N. S. das Mercês, primeiro numa casa de familia, depois, e a partir de 1933, na igreja da Rua Roberto Silva, erguida sob a liderança do Monsenhor João Barros, seu primeiro Vigário,

A IGREJA DE NOSSA SENHORA DE BONSUCESSO

      "A capela anterior ao Século XX; ainda de pé em Bonsucesso, foi erguida já na era republicana, em 1896, num terreno doado por Adriano da Costa Rocha, no alto da Rua Olga, e vivos ainda estão muitos dos que trouxeram nos ombros em procissão do Porto de Inhaúma (aonde a levara um navio de guerra) a imagem francesa da sua Santa padroeira, à qual se juntaria, num outro altar, uma de N. S. dos Navegantes, dos seus pescadores, e que, por ser da devoção deles, acima de tudo, depois seria transportada para mais perto do mar ao inaugurar-se a Av. Brasil - primeiro numa casa de cômodos da Rua Luiz Ferreira, outrora uma fidalga moradia com palmeiras na porta, e aos cuidados do Padre Francisco Carneiro, primeiro Vigário da paroquia nova, e em 1954 em igreja própria, construida por uma comissão popular sob a presidência do Comendador Sinibaldo Macilo e com a presença do Dr. Jaime Câmara e do Ministro Almirante Matoso Maia.

      Seria agora o caso de perguntar-se: quem é mais antigo, a devoção a N. S. de Bonsucesso, no bairro, ou seu nome puro e simples de Bonsucesso por motivos não expressamente religiosos?

      Esse seu nome, em substituição ao da estação da Leopoldina, teria sido inspirado pela Santa, ou N. Sra. do Bonsucesso se popularizou nele, ao invés de outra Santa qualquer, porque de Bonsucesso já se chamava ele no seu conjunto ou em parte apenas?

      Ora, nesse trecho do Recôncavo entre Manguinhos e Maria Angu, até a Estrada Velha da Pavuna, tudo era ou Inhaúma, ou Engenho da Pedra, ou Engenho da Rainha, e de Bonsucesso não se falava - até isto sim, que D. Cecília Vieira de Bonsucesso (naturalmente antepassada dos Bonsucesso, depois proprietários no Catete e na Gávea) reformasse e embelezasse, em 1754, uma capela que no Engenho, ou em terras nele desmembradas, fora erguida em 1738 por um devoto de Santa Antonia, e então os canaviais das redondezas passassem a chamar-se "os campos de Bonsucesso" e o Engenho da Pedra, Engenho da Pedra e Bonsucesso também...


      Acima, a paróquia de N. Sra. de Bonsucesso de Inhaúma, erguida no século XIX, no alto da Rua Olga, hoje completamente modernizada, escondendo sua importância histórica para nossa região, e, ao lado, a Matriz atual, na Rua General Galieni, erguida por Monsenhor Aramis com apoio do Prefeito Padre Olímpio de Melo, após à Primeira Grande Guerra e que mantém suas características originais, de acordo com a arquitetura da época.

 
Sergio Miranda é Designer, Professor de Computação Gráfica e Diretor do Jornal Carranca

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